Brasília, DF … [ASN] Entra em vigor hoje, dia 3 de
dezembro, a Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em locais
fechados, públicos e privados, de todo o país. Para especialistas, a medida é
um avanço no combate ao hábito de fumar. Pouco mais de 11% da população
brasileira são fumantes.
Com a vigência da Lei 12.546, aprovada em 2011, mas
regulamentada em 2014, fica proibido fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos,
narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados,
como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o
ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até
toldo. Se os estabelecimentos comerciais desrespeitarem a norma, podem ser
multados e até perder a licença de funcionamento.
A norma também extingue os fumódromos e acaba com a
possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de
venda, onde era permitida publicidade em displays. Fica permitida a exposição
dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os males provocados pelo fumo.
Além disso, os fabricantes terão que aumentar os espaços para os avisos sobre
os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior
das embalagens e de uma de suas laterais.
Avaliação positiva
Para o médico Hildemar dos Santos, colunista do
Portal Adventista, “as autoridades brasileiras estão no caminho
certo. O Brasil está na dianteira da campanha contra o fumo. Nos Estados
Unidos, por exemplo, os fumantes ainda constituem 20% da população, bem acima
dos 11% do Brasil”, comentou Santos.
Para o profissional, a medida brasileira é importante,
pois o fumo está intimamente ligado a duas das maiores causas de morte no
planeta que são a doença cardiovascular e o câncer.
O diretor da Rede Adventista de Saúde, que envolve
dezenas de hospitais e clínicas em oito países sul-americanos, Sérgio
Reis, afirma que “desde a década de 70 a humanidade acordou para os
terríveis efeitos do tabaco. Infelizmente a força da indústria tabagista ainda
reina sobre a sociedade. Mas leis como essa trazem um conforto e uma esperança
que nossos líderes não só reconhecem, mas também agirão contrários a este
grande mal”. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
Do: Noticias Adventistas
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